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Ação Comunitária e Arquidiocese de Niterói organizam semana para debater o tema da Campanha da Fraternidade

Fomentar nos fiéis o sentimento de justiça social e a participação em políticas cruciais à sociedade civil são alguns dos objetivos da Campanha da Fraternidade de 2019. A campanha, lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tem como lema trecho da profecia de Isaías: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27). O Setor de Ação Comunitária acolheu a mensagem e criou a Semana de Fraternidade e Políticas Públicas, série de palestras ocorridas no Unilasalle-RJ de 6 a 8 de maio, em parceria com a Arquidiocese de Niterói.

Migração, periferias existenciais, inovação e Terceiro Setor foram os assuntos escolhidos para o debate, que contou com a participação de professores do centro universitário, da UERJ e da UFF. Mesmo em outro estado, por conta de compromissos na Universidade Católica de Brasília, onde também é reitor, o Irmão Jardelino Menegat participou da conferência de abertura. Em chamada de vídeo, Menegat falou sobre a necessidade de se pensar em políticas públicas para além do período da Quaresma, quando a Campanha da Fraternidade é realizada, já que se trata de “pensar em políticas que venham trazer um bem maior para a sociedade, como pode ser a educação, a saúde, a habitação, e nos últimos tempos, em nível mundial, políticas voltadas à questão da migração”.

“Queremos um Brasil cada vez mais próximo do que o Papa Francisco coloca com o acolhimento, a proximidade e a construção de pontes afetivas, que facilitam o encontro entre as pessoas. Não deixam de ser políticas públicas, das quais nós, também como cristãos, devemos praticar”, defendeu o reitor citando o acolhimento, prática cara ao centro universitário.


Em entrevista ao site do Unilasalle-RJ, Livia Ribeiro, coordenadora da Ação Comunitária, cita a importância da instituição, católica, estar inserida na campanha da CNBB, mas também pontua a necessidade de se refletir sobre o tema enquanto espaço de ensino: “Falar de políticas públicas hoje no Brasil é buscar explicar, compreender e defender direitos adquiridos depois de tantos anos de participação real. Além da questão dos investimentos, vale igualmente pensar em uma cultura política de participação”.


Por Luiza Gould

Fotos de Luana Bettini e João Loureiro

Ascom Unilasalle-RJ

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